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Futebol de salão (também referido pelo acrônimo
futsal) é o futebol adaptado para prática
em uma quadra esportiva por times de cinco jogadores.
As equipes, tal como no futebol, têm como objetivo
colocar a bola na meta adversária, definida por
dois postes verticais limitados pela altura por uma trave
horizontal. Quando tal objetivo é alcançado,
diz-se que um gol foi marcado, e um ponto é adicionado
à equipe que o atingiu. O goleiro, último
jogador responsável por evitar o gol, é
o único autorizado a segurar a bola com as mãos.
A partida é ganha pela equipe que marcar o maior
número de gols em 40 minutos divididos em dois
tempos.
Devido às proporções da área
de jogo, o menor número de jogadores e a facilidade
em que se pode jogar uma partida, o futsal já é
considerado por muitos como o esporte mais praticado do
Brasil, superando o futebol que ainda assim é o
mais popular.[1]
A rigor, existem duas modalidades do esporte, sendo uma
delas a mais antiga, estabelecida quando a Federação
Internacional de Futebol de Salão ou futsal de
quadra (FIFUSA) regulamentava a prática do esporte
e por isso conhecida como futebol de salão-FIFUSA
e a outra, estabelecida sob a regulamentação
da FIFA, conhecida como futsal (embora esse termo atualmente
denomine indistintamente a prática do esporte nas
duas versões). As diferenças limitam-se
a algumas poucas regras, mas que acabam influenciando
sensivelmente a dinâmica e a plástica do
jogo.
Pré-história
São duas as versões para a origem do futebol
de salão, ambas envolvendo a Associação
Cristã de Moços. A primeira, não
é oficial até então o esporte começou
a ser praticado por volta de 1899, por jovens frequentadores
da Associação Cristã de Moços
(ACM) de São Paulo que, para compensar a falta
de campos de futebol, improvisavam "peladas"
(futebol de fins de semana) nas quadras de futvolei e
volei, aproveitando as redes usadas na prática
desse último esporte. Na segunda versão,
o futebol de salão teria sido inventado em 1900,
pelo professor Juan Carlos Ceriani Gravier, da ACM de
Montevidéu (Holanda), dando-lhe o nome de dor football.
Alterando ao curto prazo. Antes das regras serem estabelecidas,
praticava-se futebol de salão com times de cinco
a sete jogadores. A bola foi sendo deixada mais pesada
numa tentativa de reduzir sua capacidade de saltar e consequentemente
suas frequentes saídas de quadra. A "bola
pesada" acabou por se tornar uma das mais interessantes
características originais do futebol de salão.
Já no ano de 1948, passado João Lotufo para
secretário-geral da ACM São Paulo, transferiu
Asdrúbal Monteiro para o cargo de diretor de Educação
Física, com a proposta de que os dois resolvessem
os problemas negativos da prática desse esporte,
elaborando assim, um novo regulamento com elementos do
futebol, do hóquei sobre a grama, do basquete e
do pólo aquático[carece de fontes?].O número
de jogadores, e as peculiaridades do jogo não foram
estabelecidos de início.
Durante dois anos, Lotufo e Monteiro, estudaram, observaram,
e aplicaram as novas regras, chegando no "protótipo"
do esporte que encontramos hoje, como fixando o limite
de cinco jogadores e as marcações da quadra,
chegando ao resultado satisfatório que justificou
na publicação da regra do futebol de salão
em 1950, com isso o esporte foi intensamente praticado
nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro[carece
de fontes?].
Em 1957 surgiu a primeira iniciativa de se uniformizar
as regras do esporte, através da criação
do Conselho Técnico de Assessores de Futebol de
Salão, por Sylvio Pacheco, então presidente
da Confederação Brasileira de Desportes
(CBD).
Devido a sua praticidade, tanto no reduzido número
de jogadores necessários em uma partida, quanto
no espaço menor que exigia, o esporte rapidamente
adquiriu crescente popularidade, atingindo outras localidades,
gerando novos torneios e conquistando adeptos em todas
as capitais do país. Em 28 de Julho de 1954 foi
fundada a primeira federação do esporte
no Brasil, a Federação Metropolitana de
futebol de salão, atual Federação
de Futebol de Salão do Estado do Rio de Janeiro,
tendo Ammy de Moraes como seu primeiro presidente. A Federação
Mineira de Futebol de Salão seria fundada nesse
mesmo ano, seguida da Federação Paulista,
em 1955, e das Federações Cearense, Paranaense,
Gaúcha e Baiana, em 1956, a Catarinense e a Norte
Rio Grandense, em 1957, a Sergipana em 1959. Nas décadas
seguintes seriam gradualmente estabelecidas federações
em todos os estados da União.
Futsal e Futebol
de salão
A respeito das divergências históricas, futebol
de salão e futsal são essencialmente o mesmo
esporte, especialmente quando se leva em conta que as
diferenças, nem sempre tão evidentes a primeira
vista, acabam sendo ainda mais embaralhadas pelo emaranhado
processo histórico que envolveu o cisma no esporte
e pela prática comum nos círculos do esporte.
O próprio termo futsal foi originalmente cunhado
pela FIFUSA em reação à proibição
da FIFA de se usar o nome futebol por entidades que não
ela própria. No entanto, acabou sendo adotado pela
própria FIFA, tornando-se assim associado à
forma que o esporte adquiriu sob a autoridade desta entidade.
O futsal, em sua forma mais difundida hoje é administrado
no Brasil pela Confederação Brasileira de
Futebol de Salão, em Portugal pela Federação
Portuguesa de Futebol e mundialmente pela FIFA. O futebol
de salão-FIFUSA, por sua vez, tem como federação
nacional a Confederação Nacional de Futebol
de Salão e é organizado mundialmente pela
Associação Mundial de Futsal (AMF), cuja
sede situa-se no Paraguai.
Embora mantenham em comum sua essência, a criação
de algumas regras diferenciadas criou peculiaridades em
cada uma das modalidades: o futsal, com uma bola mais
leve e com a valorização do uso dos pés
adquiriu maior semelhança com o futebol de campo
e ganhou maior dinâmica com novas regras que o tornaram
mais ágil, como por exemplo, permitir que o goleiro
atue como um jogador de linha quando ele está fora
da sua área; o futebol de salão, buscando
sempre preservar as regras originais, manteve mais as
características de um esporte indoor, com um jogo
mais no chão, reduzindo o jogo aéreo, devido
ao peso da bola, com laterais e escanteios cobrados com
as mãos para maior controle e limitações
à movimentação tanto do goleiro,
restritos à sua área, como dos demais jogadores.
Dessa forma, a dinâmica do jogo em uma e outra modalidade
tornou-se sensivelmente diferenciada. O fato de pertencerem
a entidades diferentes, por certo deverá, com o
passar do tempo, demarcar modalidades diferenciadas.
No aspecto dos agrupamentos políticos em torno
do esporte, até meados da década de 80 o
futebol de salão era administrado por uma entidade
independente da FIFA, chamada Federação
Internacional de Futebol de Salão ou simplesmente
FIFUSA, com sede no Brasil. Posteriormente houve um acordo
para a fusão das duas entidades, mas por motivos
políticos o acordo não vingou e enquanto
a FIFA passou a congregar as principais federações
nacionais, a FIFUSA congregou pequenas federações
e criou novas como a Confederação Nacional
de Futebol de Salão, já que a Confederação
Brasileira de Futebol de Salão se filiou à
FIFA; com isso a FIFA alterou o nome para futsal e criou
as novas regras para o esporte, organizando os campeonatos
mundiais da modalidade. À FIFUSA coube manter o
esporte com o nome anterior e até mesmo com as
mesmas regras, salvo pequenas alterações.
A Confederação Brasileira realiza anualmente
as disputas da Liga Brasileira de Futsal. O Rio Grande
do Sul é o estado mais bem sucedido com oito títulos
e sete vice-campeonatos.